Finanças pessoais para quem vive solitário no negócio
Quando o negócio é a tua vida, as finanças pessoais ficam sempre para depois. Esse adiamento tem um preço.
Finanças pessoais para quem vive solitário no negócio
Há um perfil comum entre empresários portugueses: O negócio está relativamente bem gerido. As finanças pessoais estão completamente à deriva.
O problema da mistura
Quando tudo vive na mesma conta, não sabes o que é do negócio e o que é teu. Pagas despesas pessoais com o cartão da empresa. Pagas despesas da empresa do bolso pessoal. No final do mês, não sabes se estás a ganhar ou a perder — pessoalmente.
A separação que muda tudo
Tem uma conta pessoal completamente separada da conta da empresa. Define um salário que a empresa te paga — mesmo que sejas o único sócio. Trata esse valor como o teu rendimento pessoal. O que estiver acima dele é lucro da empresa — não o teu rendimento pessoal disponível.
O que os empresários tendem a ignorar
Fundo de emergência pessoal — separado da liquidez da empresa. Reforma pessoal — o negócio pode não valer nada quando quiseres sair. Seguro de capital por morte — para que a tua família não fique dependente do valor de venda da empresa.
Por que razão isto acontece
Porque o empresário típico foca-se no que conhece: o negócio. As finanças pessoais parecem menos urgentes — ou menos interessantes. Mas a verdade é que trabalhas para o negócio para teres segurança pessoal. Se essa segurança não existe fora da empresa, estás mais vulnerável do que pensas.
Próximo passo
Abre hoje uma conta pessoal separada, se ainda não tens. Define um salário fixo que a empresa te paga. Começa a tratar o negócio como uma entidade separada — porque é.
